Medo e opressão tomam conta dos agentes temporários do Sistema Penitenciário do Maranhão

Os agentes temporários do Sistema Penitenciário do Maranhão temendo por suas vidas e a iminência de mais execuções por bandidos de facções criminosas, decidiram tornar pública, uma carta em que expressam os riscos às suas vidas, a discriminação e a violação que sofrem em seus direitos trabalhistas. As ameaças de morte são inúmeras pelas facções que estão dentro das Unidades Prisionais de Pedrinhas e os casos recentes das execuções de dois colegas demonstra, o elevado índice de perversidade, uma vez que um deles foi executado com 13 tiros de pistola.

Denunciam, que embora convivam em situação riscos diários, seus direitos não são respeitados e lhes são negados adicional noturno, risco de vida e insalubridade. Trabalhar sem reconhecimento de direitos trabalhistas e com forte opressão, em que a qualquer momento a pessoa pode ser demitida é sério e muito grave.

Os terceirizados destacam que por não pertencerem a nenhuma organização sindical ficam bastante vulneráveis, o que resulta em opressão cada vez maior e dentro das unidades prisionais procuramos cumprir com as nossas obrigações, o que muitas vezes contraria presos e facções.

Estive conversando com um grupo de terceirizados, tendo ele me informado que estão pedindo socorro pelas suas vidas. Não podemos portar arma, não temos salários dignos e quanto deixamos as unidades, é cada um se empenhando em salvar a própria vida. Não temos segurança e nem qualquer tipo de proteção. Quando saímos de casa, pode ser que não se volte, afinal de contas ser agente temporário no Sistema Penitenciário é colocar a própria vida em risco todos os dias. O mais doloroso é que o salário é muito pequeno para o empenho, uma vez que um agente temporário percebe menos de 50% dos agentes concursados. Não queremos paridade, mas pelo menos os direitos a insalubridade, risco de vida e adicional noturno.

Há uma expectativa de que o Governo do Estado veja a questão da segurança de maneira objetiva, antes que outros colegas possam ser executados pela criminalidade, e faça valer os direitos trabalhistas que lhes vêm sendo negados, relatam os temerosos agentes temporários.

 

Leo

Complicado essa situação, pior que nao sao terceirizados sao seletivados, tem matrículas como servidor público temporário, e o governo não dá a mínima pra esses temporários, trágico tudo isso

Tiaguinho

Sou seletivado e a favor do concurso público, pois essa é a única maneira de garantir nossos direitos e o Estado nos cautelar uma arma. Mas, esse Governador, que já foi Juiz Federal, sabe disso e se omite, alega recursos financeiros onde todo governante sempre alega a mesma situação. No Estado do Goiás bastou um simples Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público (MP) que o Governador criou um cronograma para a substituição dos seletivados metade em junho de 2020 e outra metade em junho de 2021 por concursados criando 3 mil vagas! E o Goiás alega estar quebrado financeiramente.

Aqui o MP se omite, fica inerte. O Sindicato dos Agentes Estadual de Execução Penal do Maranhão (SINDSPEN) fizeram uma reunião com o Governador nessas últimas semanas e não comentaram nada sobre um novo concurso público, só sobre o bico legal e a nomeação dos sub-judice.

A situação está caótica com os Auxiliares Penitenciários, muitos ficam com receios de fazerem revistas de celas e serem ameaçados pelos presos e estão fazendo “vista grossa”. As visitas quando são revistadas os seus “baiaá” ficam intimando os auxiliares como uma falou no PU “é por isso que vocês morrem querendo atrasar a nós” e os Auxiliares fazendo a “vista grossa” nessas revistas.

É lamentável, caótico e sobretudo total insatisfação.

Santos

Somos ameaçados dentro do presídio e os diretores não fazem nada. Falam que quem manda são eles e nos somos temporários. Eu fui ameaçado e ando na rua com medo e não deixaram eh fazer o BO pois iria ter problemas e como precisava do serviço não fiz o BO

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