Ex-empregados da Câmara de São Luís demitidos sem rescisão trabalhista terão natal de fome

Mais de uma centena de ex-empregados da Câmara Municipal de São Luís foram demitidos por não terem estabilidade, mas embora tivessem carteiras assinadas e com direito a rescisão contratual, foram mandados embora por determinação expressa do presidente do legislativo municipal, vereador Osmar Filho. A maioria das pessoas trabalharam por mais de 20 anos e outras bem próximas da aposentadoria com até 30 anos de serviços.

O que causou indignação e revolta das pessoas é que embora em seus contracheques houvesse os descontos para a previdência social -INSS, não foram feitos recolhimentos e também para o FGTS, o que vai implicar em responsabilidades do legislativo municipal.

A desculpa irresponsável apresentada, inclusive por vereadores integrantes do grupo do presidente Osmar Filho é que as pessoas foram demitidas por determinação da justiça para que fossem nomeados os concursados. O que não é verdade, uma vez que as pessoas que não faziam do quadro, a demissão era uma questão administrativa sem qualquer ingerência da justiça, mas houve tentativas para intimidação para que os prejudicados não recorrerem à Justiça do Trabalho, em busca dos seus legítimos direitos. Algumas ações já foram protocoladas, mas um considerável número de demitidos através de seus advogadosa, está pronta para ser protocolada e vai gerar sérios problemas para a Câmara Municipal de São Luís.

                O engodo de vereadores do grupo do presidente

Dizem vítimas, que vereadores do seleto grupo pessoal do presidente Osmar Filho, salientam a existência de possibilidades de retornarem aos seus empregos para que não recorram a justiça, é bastante alicerçada segundo os que acreditam em ilusão. O vereador Paulo Vitor, prometeu e tornou público na imprensa, que agora em dezembro colocaria a metade do seu 13º salário em favor dos que estão passando fome, revelam muitos prejudicados. Como ele é candidato à presidência da Câmara Municipal, muitos dos demitidos sonham um sonho que não vai ser realizado.

O mais estranho em todo o contexto do desrespeito acentuado é que todos os vereadores sabem da realidade, uma vez que os ex-empregados já relataram os fatos, mas nenhum até hoje teve a responsabilidade devida de cobrar esclarecimentos sobre o fato à mesa diretora em plenário. Infelizmente, falta compromisso com a verdade e o direito para ajudar os desempregados com denúncias ao Ministério Público e em ações junto a Justiça do Trabalho. Se realmente o vereador Paulo Vitor estiver no verdadeiro proposito de ajudar, a tal metade do décimo terceiro salário, pode ser destinada para contratar advogados, o que seria realmente o início de uma luta em defesa dos direitos e da dignidade dos demitidos. Afinal de contas, o vereador que pretende ser presidente do legislativo municipal tem uma grande oportunidade de fazer valer publicamente, o respeito que tem para com todos são cidadãos e eleitores que o colocaram na Câmara Municipal. Outra saída é o engodo ou a mentira.

                      Curral eleitoral virá à tona

Entre as pessoas que foram demitidas sem direitos trabalhistas, tem alguns que detêm documentos, inclusive com cópias de contracheques, que identificam inúmeras pessoas integrantes de um curral eleitoral em 2019, com desvios de dinheiro do legislativo municipal e pagamentos feitos pela agência do Bradesco da Câmara Municipal, para votos em São Luís e no município de Cajarí. O fato chegou a ser denunciado ao Ministério Público Eleitoral, mas não prosperou por algumas influências, mas as provas existem no Bradesco e podem perfeitamente ser investigadas. Eram mais de 300 pessoas, as quais recebiam um salário mínimo com compromisso do voto deles e dos seus familiares.

Na próxima semana espero ter um encontro com um advogado, que vai ingressar na justiça com ações em favor de inúmeros prejudicados e tentarei também falar com outros, que representam ex-empregados da Câmara Municipal em ações na Justiça do Trabalho.

A verdade é que os mais ex-empregados da Câmara Municipal estão enfrentando dificuldades com as suas famílias. Se pelo menos tivessem a rescisão trabalhista, o problema não seria tão dolorido. Com certeza, muitos estão dentro de um natal de fome.

Fonte: AFD  

 

 

 

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