Estudo do Trata Brasil sobre perdas de água potável, o Maranhão é o quinto do Brasil com 63,78%

Os estudos foram baseados na avaliação do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. A grande questão bem preocupante em relação as 27 unidades da federação é a sustentabilidade. A água é um recurso finito e terá que ser feito investimentos para a redução das perdas, porque no futuro não vai ter mais de onde tirar água. O Maranhão é destaque nos estudos, o que não chega a causar surpresa, levando-se em conta os desperdícios denunciados quase que diariamente e a incompetência da Caema para resolver os sérios problemas.

A região que mais apresentou piora nos índices de perdas de água no período 2015-2019 foi a norte. Ela tem também os piores indicadores de saneamento e teve 55,2% de perdas na distribuição só em 2019, ou seja, mais da metade da água potável produzida. É seguida pelo nordeste com 45,7% e o sul com 37,5%. Já a região sudeste teve perdas de 36,1% e a centro-oeste, 34,4%.

As médias de perdas por ligação ao dia, em 2019, estavam todas fora do padrão de excelência. O pior desempenho novamente foi o da região norte, com quase o triplo do nível ótimo: 639,94 litros diários por ligação.

De acordo com o levantamento, o estado de Goiás foi o que apresentou a menor perda na distribuição (29%) e o Amapá, a maior: 74%. Outro dado preocupante é que 15 estados apresentaram indicadores ainda piores que a média nacional, que é de 39%, variando de 40 a 74% de perdas de água.

Apesar de o cenário parecer desalentador, há 10 cidades com índices de perdas já adequados às metas estabelecidas pelo Ministério. A melhor situação foi verificada em Blumenau (SC) com 16,38% de perdas, seguida por Campinas (SP) com 20,7%, e Campo Grande (MS), 19,9%. Estão também na lista Goiânia (GO), Limeira (SP), Maringá (PR), Petrópolis (RJ) e ainda Santos, São José do Rio Preto e Taboão da Serra, todas em São Paulo.

No entanto, entre os 10 piores resultados, há situações extremamente preocupantes. É o caso de Porto Velho (RO), que desperdiça 83,8% da água captada. “É preciso uma redução consistente nos próximos anos. Cidades com 60% de perdas têm mais facilidade em chegar em 50% do que as que têm menos de 30%, mas é possível, já há as que honram isso. Mas existe um ciclo vicioso. Onde as perdas são muito altas, há indícios de problema na gestão, com isso há dificuldade de se conseguir investimentos, aí os indicadores são piores e tem menos recursos”, constata Pedro Scazufca.

Fonte: R7

 

 

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