Empresários querem passagens subsidiadas e políticos oportunistas apoiam grevistas contra o povo

A população de São Luís continua numa peregrinação de sofrimento e abandonada pelos gestores públicos, políticos e autoridades do poder judiciário do trabalho, que totalmente desrespeitada por empresários e rodoviários teria feito o bloqueio de contas para pagamentos de multa da ordem de R$ 50 mil por dia. Particularmente tenho dúvidas se as multas serão pagas.

No dia de ontem um dirigente da categoria dos empresários em entrevista a uma emissora de televisão, deixou escapar o mote da paralisação da categoria patronal. Ele deixou bem claro, que querem passagens subsidiadas e chegou a dar um exemplo, relatando que em São Paulo, a passagem do metrô conta com participação de 80% do poder público e o usuário responde apenas com 20%. Será a proposta que têm para a Prefeitura de São Luís. A Câmara Municipal que vinha sendo totalmente omissa sobre a greve, imediatamente incorporou o subsidio dos empresários e inúmeros vereadores se manifestam favoráveis, além de alguns deputados que embarcaram na proposta e simplesmente estão mostrando claramente, que estão contra o povo e o oportunismo e a política deles.

Quanto a questão do sofrimento e do total desrespeito ao direito e ir e vir da população, a indiferença dos poderes constituídos é revoltante e tudo leva crer que a cidade de São Luís não tem prefeito e nem vereadores comprometidos em defender os direitos do povo, daí é que para o contexto geral, é de grande omissão.

A greve chega hoje ao nono dia e pelo visto não há qualquer perspectiva de que uma solução seja encontrada para o impasse. Os rodoviários insistem numa reposição salarial de 13%, ticket elevado de R$ 500,00 para R$ 800,00 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.  Os empresários que a princípio queriam o aumento nas tarifas das passagens, mudaram de estratégias e agora querem passagens subsidiadas e pelo visto querem muito, basta a observação do exemplo dado publicamente por dirigente do SET, tendo como referência o Estado de São Paulo e mais precisamente o metrô, em que segundo ele, as passagens são subsidiadas em 80% pelo poder público.

Enquanto empresários e rodoviários cobram direitos, do outro lado, população vive dias negros e bem sacrificantes com os seus direitos de ir e vir tripudiados e lamentando profundamente a falta de ações dos poderes constituídos com vistas a que seja garantido o percentual de 30% da frota em circulação previsto dentro do direito de greve. As categorias grevistas e as autoridades que mostram fragilidade em não resolver o problema estão merecendo o correto repúdio da população e mais precisamente dos usuários dos transportes coletivos.

Fonte: AFD  

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