Deputado detona governo do Ceará e o Consórcio do Nordeste precisa ser investigado sobre respiradores

André Fernandes, deputado estadual pelo Ceará, participou do Jornal da Noite na terça-feira (12), e fez diversas revelações importantes sobre a política cearense. O deputado afirmou que o Consórcio Nordeste seria uma espécie de governo paralelo criado no início de 2019, para prejudicar a gestão Bolsonaro, mas como os interesses pessoais se sobrepunham aos coletivos, cada um tentava aparecer e fazer negócios escusos, como foi a compra de respiradores com pagamentos adiantados, que até hoje não convenceu ninguém.

“O Consórcio Nordeste foi criado em 2019 para ser um governo paralelo. Um governo socialista e comunista, totalmente de esquerda. Infelizmente aqui no Nordeste a gente vê, a grande maioria é PT e tem o PCdoB, 100% de esquerda e o Consórcio foi criado justamente para ser uma contrapartida ao governo Bolsonaro. O governo Bolsonaro foi eleito legitimamente, com voto popular e os governos também foram eleitos, só não consigo entender como – há algumas explicações através de estrutura partidária, estrutura financeira da máquina pública… Eles vieram para se contrapor ao governo Bolsonaro. Tudo o que o governo fala, eles fazem ao contrário”, criticou o deputado, além de não serem transparentes.

André Fernandes questionou a demora do Ministério Público, para a apuração da compra dos respiradores que custaram R$ 160 mil a unidade. Foram comprados 300 respiradores, por meio do Consórcio Nordeste, totalizando R$ 48 milhões e nenhum aparelho foi entregue. Participaram da manobra de pagamentos adiantados sem receberam respiradores, governadores de vários Estados do Consórcio do Nordeste, que já deveriam ter sido denunciados pelo Ministério Público Federal com ações da Polícia Federal.

De acordo com André Fernandes, Sarto, o candidato da família Ferreira Gomes para a prefeitura de Fortaleza, teve apoio das facções criminosas.

“Quem não conhece o Ceará, acha que isso é coisa de outro mundo. Existiam dois candidatos em Fortaleza, fortes, que se chamavam: Capitão Vagner, que inclusive teve o apoio do presidente Bolsonaro, e José Sarto, até então, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, cria dos  Ferreiras Gomes. Esses dois estavam na disputa ainda no primeiro turno. Nas periferias de Fortaleza eles, os criminosos, diziam: ‘Aqui dentro, todo mundo vai ter que votar em Sarto’; ‘Aqui dentro, quem andar com adesivo de Capitão Wagner, nós vamos matar’. Chegou a ser tão absurdo que teve traficante andando em carro de som, dizendo que todo mundo na periferia tinha que votar em Sarto. Quando Sarto venceu as eleições, no segundo turno, o primeiro vídeo que viralizou, inclusive está lá nas minhas redes sociais, é dos bandidos dizendo: ‘É nóis, é Sarto. Tamo junto’, e falando o nome da sigla, soltando fogos de artifício. O crime comemorando”, detonou o parlamentar.

De acordo com Andre Fernandes, três meses antes das eleições, 29 chefes de facções criminosas saíram dos presídios federais e foram para o Ceará. Eles fizeram isso porque o governador não quis pedir a prorrogação para que eles ficassem em presídio federal.

“As mesmas facções, que eram chefiadas por esses que saíram do presídio federal três meses antes, estavam apoiando o candidato do governador”, explica o deputado.

Pastor preso. Fernandes disse que pastores foram presos, durante a pandemia, porque estavam distribuindo cestas básicas para as pessoas que passavam necessidade.

Ligação com o Partido Comunista Chinês. O deputado afirmou que Ciro Gomes foi financiado pelo Partido Comunista Chinês e denunciou que o governador, Camilo Santana, está vendendo Fortaleza para China.

“O governador e prefeito do Ceará querem comprar diretamente a vacina da China. Ou seja, esquecer o governo federal, esquecer a norma, esquecer a eficácia e comprar diretamente. Ciro Gomes foi financiado pelo Partido Comunista Chinês, isso é nítido. O Governo do Estado do Ceara está literalmente entregando o povo cearense para a China. No ano retrasado, 2019, o governador Camilo Santana foi para China, posou numa foto lá e disse que estava querendo trazer soluções para a Segurança Pública do Estado do Ceará, ele foi ver câmeras de vídeomonitoramento. Aquelas câmeras com reconhecimento facial. Todos os requisitos desta licitação se destinavam a uma só empresa: a empresa chinesa que Camilo Santana tinha ido visitar no ano anterior”, revelou.

Jornal da Cidade Online

 

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