Crise institucional grave se instala na PM com o corte de gratificações de oficiais superiores

Desde quando o governador Flavio Dino decretou o contingenciamento de 30% nos repasses de custeio para todos as unidades militares do Estado, os problemas que já eram graves, passaram atingir patamares inimagináveis. Para que se tenha uma ampla dimensão do problema, s Região Metropolitana que recebia uma repasse mensal de um pouco mais de 20 mil reais, sofreu uma forte queda de 7 mil reais e passou a operar com 13 mil reais. Se com os 20 mil, o problema era acentuado e a Polícia Militar já operava no vermelho e contraindo mais débitos para não parar os serviços, deixando de honrar despesas de locação de viaturas, alimentação, combustível e suprimiu muitas operações que proporcionem gastos fora da verdadeira economia de guerra. Mesmo com essas justificativas, o Comando Geral da PM, depois que foram rompidos contratos com os militares da reserva que ganhavam a metade dos seus soldos para trabalhar dentro da instituição, decidiu fazer outros contratos, que seriam políticos com novos militares da reserva em torno de 100, com pagamentos feitos com os reduzidos recursos do custeio, já  com menos de 30%, o que tem dado uma grande revolta e indignação na tropa.

A mais recente decisão do Comando Geral, que teria sido por determinação expressa do governador Flavio Dino, a título de economia diante da crise e quebradeira financeira do Estado, foram retiradas gratificações de 113 tenentes-coronéis, o que está transformando a Polícia Militar em um verdadeiro barril de pólvora. O mais sério ou mais grave é que gratificações que foram usurpadas dos tenentes-coronéis, simplesmente serviu para contemplar dezenas majores, inclusive com o mesmo valor. Se o clima que já era de explosão, começou a tomar um rumo de proporções inimagináveis. Tem tenente-coronel com quase 30 anos de serviços, que se sente traído pela corporação, diante dos importantes serviços prestados e reconhecidos através da distinção de méritos.

A maioria dos tenentes-coronéis prejudicados em seus direitos e até se sentindo ofendido na dignidade, estão se organizando para recorrer a justiça e antes devem através dos seus advogados dar uma nota pública sobre as razões das suas atitudes, que não são contra a instituição que é muito maior do que o governador, o comandante geral e naturalmente dos militares, mas pela falta de seriedade, princípios, valores e obediência as normas que regem a Polícia Militar do Maranhão.

O problema assumiu uma dimensão bastante acentuada, que vários oficiais superiores da reserva foram procurados pelos tenentes-coronéis em busca de como contornar o problema. Os mais experientes entendem que o caminho certo é a justiça, mas com bastante reservas eles podem buscar apoio na Assembleia Legislativa do Estado, no Ministério Público e no Poder Judiciário, mas não garantem se podem se pelo menos ser bem entendidos.

 

 

 

 

 

 

 

Jovem

Pra que esse montante de 113 tenente-coronéis?! Porque a Academia de Polícia forma 40 oficiais todo ano desde 1993, e os praças que de fato trabalham 24 horas por dia, que estão sem promoções que devido e de direito, não tem insalubridade, risco de vida, gratificação de localidade especial, fardamento, equipamentos…!
Agora esse oficiais estão zangadinhos porque tiraram o “dindin” deles, que não fazem nada!

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