Concurso para Conselheiros Tutelares foi politizado e guerra entre vereadores da base governista está declarada

O primeiro tiro e a declaração aberta da politização do concurso para Conselheiros Tutelares foi dado pelo vereador Pavão Filho, líder do governo na Câmara Municipal, que fez declarações duras de que houve manipulação nas regras, deixando bem evidente de que se tratava de corrupção, quando se altera um edital depois de ter sido realizado o concurso. Pavão Filho bateu forte e pediu a anulação do concurso com muita veemência, causando suspeitas de que teria interesses prejudicados.

Dias depois, o vereador Raimundo Penha, também da base governista e ferrenho e incondicional defensor do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, em qualquer circunstância, que se contrapondo a Pavão Filho defende a homologação do concurso, mas não se deteve sobre a questão da transparência do concurso. Posteriormente desponta o vereador Beto Castro, que a exemplo de Pavão Filho, quer a anulação do concurso e tece críticas sérias e contundentes à organização do concurso.

Diante do exposto, surge o vereador Marcial Lima, que primando pela coerência e pela transparência defende a anulação total do concurso e realização de um outro com a fiscalização do Ministério Público, Defensoria Pública e de uma comissão da Câmara Municipal de São Luís, em que não poderão fazer partes nenhum dos três interessados que já se posicionaram sobre o concurso.

A verdade é que o concurso para Conselheiros Tutelares está politizado, em que além de proporcionar um salário de R$ 4.500 ao conselheiro durante o período do exercício regulamentar, ele poderá desviar o rumo das suas específicas e se tornar um cabo eleitoral, o que é o questionamento maior entre os vereadores, em que também estão líderes comunitários. Infelizmente, o negócio é vergonhoso e tem cheiro de corrupção, daí a necessidade urgente de fiscalização.

 

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *