Como ficará a eleição dos Conselheiros Tutelares de São Luís depois da politicagem e acusações de fraudes?

  Está cada vez mais acirrada a luta política em que estão vereadores e outros interessados na nomeação de Conselheiros Tutelares. Dos políticos que se mostram claramente em defesa da politicagem, estão os vereadores Pavão Filho, líder do governo na Câmara Municipal; Raimundo Penha e Beto Castro. Os interesses deles são divergentes, mas a verdade é que um conselheiro tutelar, durante o período do mandato receberá um salário de R$ 4.500 e pelo visto poderá ser se constituir em um importante cabo eleitoral, o que fere totalmente os princípios da atuação de um conselheiro que é de defesa dos direitos e da dignidade humana de crianças e adolescentes.

O vereador Pavão Filho no plenário da Câmara Municipal, fez sérias acusações de irregularidades na realização do concurso, destacando alterações no edital, depois dos exames. Salientou que a média mínima seria 07 e depois reduziu para 04, o que não se constitui apenas alterações, mas corrupção séria e grave para a anulação do concurso. Por outro lado, o vereador Beto Castro segue o caminho que está sendo peregrinado por Pavão Filho e manifestou em plenário do legislativo municipal algumas irregularidades.

O vereador Raimundo Penha, um dos vices líderes do governo na Câmara Municipal defende a manutenção do concurso e pede inclusive que eles sejam nomeados e pelo visto tem muitos interesses agregados e luta para que não haja qualquer tipo de alteração.

Como o impasse é político em que estão interessados grupos da base do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, os problemas parecem distantes de serem contemporizados, haja vista que em um pouco mais de um ano teremos eleições municipais e pelo visto os conselheiros tutelares devem ser peças fundamentais nas campanhas.

Alguns dirigentes de entidades comunitárias, preocupados com os rumos que os polítcos querem dar aos conselhos tutelares, estão se organizando para entrar com uma Ação Popular na Vara dos Direitos Difusos e Coletivos de São Luís com vistas a solução do problema e se evite a politização dos Conselhos Tutelares.

 

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