Cadê as 280 mil cestas básicas para doação as famílias que passam fome da extrema pobreza?

A pandemia do novo coronavírus, infelizmente tem se constituído no Maranhão mais para promoção governamental do que efetivamente para o enfrentamento a doenças. O isolamento social cobrado e determinado pelas autoridades, para muitas famílias, não há dificuldades por terem como manterem, mas para grande parte da população é um problema seríssimo.

Como o Estado do Maranhão é o mais miserável da nação, em que mais da metade da população se encontra em plena extrema pobreza, na miséria e passando fome e sem as mínimas condições de prevenção, o governo deveria diminuir o discurso, e partir para uma ofensiva real levando-se em conta que se o vírus chegar a muitas localidades pode-se constituir em problema de graves proporções.

Aqui em São Luís nas áreas palafitadas e nas de risco decorrente das chuvas, milhares de famílias estão expostas e a ausência do poder público nelas é uma realidade lamentável e porque não dizer irresponsável.

A Assembleia Legislativa do Estado e Governo do Estado anunciaram a compra de 280 mil cestas básicas para a distribuição a famílias que realmente passam fome e vivem à margem da sociedade. Como o Governo do Estado não enfia um prego sem estopa, procurando sempre destacar por menor que sejam as suas ações, não se sabe qual o caminho dado ao considerável número de cestas. Caso sejam iguais as aquelas que foram distribuídas no Reviver para o pessoal do comércio informal, que não dá para uma família de 04 pessoas comer pelo menos uma semana, a distribuição para o enfrentamento a realidade passará a ser semanal.

À noite passada a TV Mirante mostrou imagens de famílias jogadas à própria sorte aqui em São Luís, sem qualquer tipo de proteção ao novo coronavírus e sem ter nada para se alimentar. Como essas pessoas podem continuar em isolamento social, se o governo não faz a sua parte?

A verdade é bastante dolorida, diante da realidade de que passando fome com a família e mesmo sabendo do risco de serem contaminados, com absoluta certeza os pais de famílias irão para as ruas em busca de saciar a fome. Felizmente a solidariedade de muita gente nesta cidade tem amenizado o problema grave enfrentado, uma vez que elas mais emergencialmente procuram  levar alimentos e chegam a distribuir kits de higiene pessoal, fazendo o que  dever ia ser  responsabilidade do poder público.

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