Brasil virou um país de caloteiros endinheirados, do Itaú a Itapemirim

O Brasil realmente segue ladeira abaixo, virou uma republiqueta de caloteiros e sonegadores endinheirados. De offshores a calotes, os muito ricos são os que mais reclamam e os que menos pagam impostos e contas. Até mesmo as igrejas entraram no barco, e conseguiram, através de um congresso oportunista e sem nenhum compromisso com o país, isentar até mesmo pagamento de IPTU.

Os escândalos só acumulam. O último, da semana, foi aplicado pelo dono da Itapemirim, Sidnei Piva de Jesus, que havia conseguido há menos de 6 meses, autorização para voos de sua companhia aérea Itapemirim, mesmo estando sua empresa de transportes terrestres sob recuperação judicial. O resultado são milhares de passageiros revoltados nos aeroportos por conta da suspensão de voos por parte da empresa, calotes em funcionários e fornecedores e claro, dívidas junto à União. O golpista mora em uma cobertura de R$ 12 milhões e abriu uma empresa na Inglaterra, avaliada em R$ 6 bilhões. Até agora não foi expedido nenhum mandado de prisão e ele segue livre, leve e solto. Mas, no país onde até o Ministro da Economia e o Presidente do Banco Central tem offshores, o calote é normalizado.

O mesmo país que abriga, sob a toga do Presidente do Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte de Justiça, banqueiros caloteiros como os do Banco Itaú, que se recusa a pagar uma dívida bilionária de um processo que não tem mais o que ser discutido, foi periciado, transitado em julgado e o banco chegou a ser condenado por litigância de má-fé. Mas Luiz Fux, que jurou proteger e defender a Constituição e as leis, simplesmente as ignorou, favorecendo o banco em uma decisão altamente questionável, ilegal e imoral.

O Itaú deve mais de R$ 30 bilhões na praça, acumulando débitos junto a União, estados, municípios, pessoas físicas e jurídicas. Os proprietários do banco abriram uma empresa apenas para gerenciar o patrimônio pessoal, blindado através de milhares de brechas legais. Não pagam o que devem ao povo brasileiro, não pagam o que devem a empresas, mas são os primeiros a reclamar de ‘corrupção’ e defendem o ‘estado mínimo’, evidente, em um estado forte e eficiente eles estariam presos, ou certamente bilhões mais pobres.

Fonte: Painel Político

 

 

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