Apesar das advertências sanitárias, continuam as aglomerações em São Luís

As autoridades sanitárias e muitos médicos infectologistas, sanitaristas e epidemiologistas têm voluntariamente se disponibilizado com informações e orientações sobre os sérios problemas causados pela pandemia da covid-19. Todos alertam a população para os sérios riscos de contaminações causadas por aglomerações. Muito antes do excessivo avanço da pandemia em São Paulo, médicos especialistas deram prazo entre 15 e 20 dias para o vírus avançar indiscriminadamente, quando foram mostradas imagens de pancadões  entre o natal e o ano novo, principalmente na região metropolitana.

Aqui em São Luís, constantemente assisto, leio e ouço entrevistas de inúmeros médicos infectologistas, sanitaristas e epidemiologistas manifestando preocupações com aglomerações. Destaco o médico Antonio Augusto Moura da Silva, professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão. Ele chega a ser didático nas orientações, mostrando de como as pessoas que participam de aglomerações levam o vírus para casa e muitos idosos são contaminados e até perdem a vida, em razão de parentes que não respeitam as orientações médicas e das instituições sanitárias, mas a realidade tem mostrado que muitos que não respeitam, acabam indo a óbito.

Com a chegada do carnaval, apesar da existência de medidas repressivas pelo poder público e já anunciadas, muitos insensatos através das redes sociais, anunciam ensaios de blocos, outros festas com entradas pagas e as sinalizações de diversos tipos de aglomerações estão dentro do contexto. Entendo que o poder público procura fazer a sua parte com as medidas preventivas, mas não tem alcance para o exercício de coerção. A responsabilidade é de todos, e os que levam a doença para contaminar pai, mãe, irmãos, tios e avós são pessoas que sem dúvida não têm um mínimo de amor aos seus familiares.

 

 

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